Ambulantes fizeram um protesto no terminal de ônibus do Parque da Lagoa, no Centro de João Pessoa, no fim da manhã desta segunda-feira (11), impedindo a circulação dos coletivos. O grupo reivindicava contra as constantes apreensões de produtos feitas pela prefeitura.
Os manifestantes utilizaram pedaços de árvore e outros objetos para obstruir a passagem dos ônibus na Lagoa. O trânsito da região foi afetado, fazendo com que os condutores buscassem por alternativas.
O secretário de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa (Semusb), João Almeida, esteve no local para negociar o fim do protesto. Segundo ele, será realizada uma reunião entre a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob-JP) e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e outras pastas para tentar chegar a um acordo que regularize a situação dos ambulantes.
“Vamos nos encontrar com o secretário da Semob, com a Sedurb e outras secretarias para chegarmos a um meio-termo. A linha de diálogo é fundamental e não pode ser descartada nunca. Não existe nenhum acordo firmado, mas ele vai sair, sim. O que a gente quer é organizar esse comércio informal para que todo mundo saia ganhando: a população, as calçadas e o próprio ambulante, que possa manter a sua família”, disse.
Por outro lado, os ambulantes reclamam da falta de diálogo e das ações da gestão municipal que, segundo eles, impedem o trabalho no entorno da Lagoa. Gerluce da Silva, que comercializa água e pipoca há nove anos, afirma que os vendedores não atrapalhan a circulação de pedestres.
“Eu vendo água e pipoca na Lagoa há nove anos, e essa luta é diária. Não querem deixar a gente trabalhar, porque os pedestres dizem que a gente impede a passagem deles. Mas a gente fica em uma brechinha que tem, sem impedir a passagem dos pedestres. Não estão deixando a gente trabalhar; estão sempre tomando a mercadoria da gente”, destacou.